sexta-feira, 11 de novembro de 2011

TEXTO SOBRE IDADE MÉDIA


IDADE MÉDIA
O REINO DA RELIGIÃO

A Idade Média compreende o milênio entre os séculos V e XV, aproximadamente desde a queda de Roma até o Renascimento.
Durante a Idade Média a arte se manteve ligada à religião. Preocupava-se em transmitir valores religiosos através da técnica dos afrescos nas grandes decorações murais.
As obras expressavam esse sentimento místico dos artistas.

IDADE DAS TREVAS
               Em 800 os bárbaros destruíram o que levara três mil anos para ser construído. No período compreendido entre os séculos IV e XV, o homem em comunhão com a sua cultura, participou de guerras “santas” e “bárbaras” e institucionalizou o assassinato em nome de Deus, criado a Santa Inquisição. Através dela, ele promoveu a “caça às bruxas”, perseguiu pessoas simples, de pouca fé, ou nobres que tentavam, pela ciência, provar que a Terra não era o centro do Universo.

PONTOS DE LUZ
               Na arte e na arquitetura – desde o esplendor da corte bizantina, em Constantinopla, até a imponência das catedrais góticas.
               As conquistas, as invasões e as derrotas mudaram a geografia, a cultura e a arte.
               A partir de 313, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano. Com isso, a ARTE se tornou a expressão da devoção à religião e da devoção ao Império e, com o apoio do Estado, muitas igrejas foram construídas.
               Em sua decoração, não usavam mais as esculturas por as considerarem pagãs. Em seu lugar, surgiram os afrescos, as miniaturas, as iluminuras e os mosaicos, ricamente trabalhados com cenas de anjos, santos e imperadores

TRÊS FATORES IMPORTANTES:
        Liderança cultural se deslocou do norte do Mediterrâneo para França, Alemanha e Ilhas Britânicas;
         O Cristianismo triunfou sobre o paganismo e o barbarismo;
         A ênfase se deslocou do aqui e agora para o além.

CARACTERÍSTICAS
               O Foco cristão se dirigia para a salvação e a vida eterna, desaparecendo o interesse pela representação realista do mundo.
               Os nus foram proibidos.
               Os ideais greco-romanos de proporções harmoniosas e equilíbrio entre corpo e mente desapareceram.
               A arte se tornou serva da Igreja.
               Os teólogos acreditavam que os cristãos aprenderiam a apreciar a beleza divina através da beleza material, e o resultado foi uma profusão de mosaicos, pinturas e esculturas.


TRÊS FORAM OS PRINCIPAIS ESTILOS DA ÉPOCA:  
ARTE BIZANTINA
ARTE ROMÂNICA
ARTE GÓTICA

ARTE BIZANTINA
               O bizantino refere-se ao período de 330 d.C. (Constantino transferiu o trono do Império Romano para Bizâncio) até a queda da cidade nas mãos dos turcos, em 1453.
               Enquanto Roma era devastada pelos bárbaros e declinava, Bizâncio se tornou o centro de uma brilhante civilização (combinava a arte primordial cristã com a predileção grega oriental pela riqueza das cores e da decoração).
               Uma de suas maiores formas de arte foi o MOSAICO (séc. V e VI). Também os ícones tiveram importância neste período.

MOSAICOS



               O mosaico consiste na colocação, lado a lado, de pequenos pedaços de pedras de cores diferentes sobre uma superfície de gesso ou argamassa, de acordo com um desenho previamente escolhido. A seguir, a superfície recebia uma solução de cal, areia e óleo que preenchia os espaços vazios, fixando melhor os pedacinhos de pedra.
Principal tema: RELIGIÃO.
                As figuras humanas são chapadas, rígidas, simetricamente colocadas. As figuras eram altas, esguias, as faces amendoadas, olhos enormes com expressão solene. Os artesãos não tinham o menor interesse em demonstrar perspectiva ou volume.
Os prédios de Igrejas eram enormes e espaçosos, decorados com ouro, pinturas e mosaicos.



ÍCONES


               Eram pequenos painéis de madeira com imagens pintadas, supostamente com poderes sobrenaturais.
               As imagens de santos e seres sagrados são rígidas, em pose frontal, geralmente com olhar fixo.

   


ARTE ROMÂNICA
               Com a instituição da fé católica romana, uma onda de construção de igrejas varreu a Europa feudal de 1050 a 1200.
               Os construtores tomaram emprestado elementos da arquitetura romana, como colunas e arcos redondos, surgindo assim o termo “românica” para definir a arte e a arquitetura desse período.
               As características mais significativas da arquitetura românica são a utilização da abóbada, dos pilares maciços que a sustentam e das paredes espessas com aberturas estreitas usadas como janelas. Assim, as igrejas românicas são grandes e sólidas. Foram até chamadas de “Fortalezas de Deus.”
               Como a maioria dos fiéis era analfabeta, as esculturas ensinavam a doutrina religiosa, contando histórias gravadas na pedra.



PINTURA ROMÂNICA
               A arquitetura românica, com suas grandes abóbadas e espessas paredes laterais de poucas aberturas, criou amplas superfícies que favoreceram a pintura mural. Assim, a pintura românica desenvolveu-se sobretudo nas grandes decorações murais, por meio da técnica do afresco. Os afrescos tinham como modelo as ilustrações dos livros religiosos.
               A pintura afresco designa uma técnica de pintura sobre paredes úmidas. Sobre a superfície da parede é aplicada uma camada de cal que, por sua vez, é coberta com uma camada de gesso fina e bem lisa. Sobre essa última camada, o pintor executa sua obra: primeiro o desenho com carvão; depois a aplicação das cores.


MANUSCRITOS DA ARTE ROMÂNICA



               Com grupos de saqueadores devastando as cidades do antigo Império Romano, os monastérios eram tudo o que restava entre a Europa Ocidental e o caos generalizado. Monges e freiras copiavam manuscritos, mantendo viva a arte da ilustração.
               Os manuscritos eram considerados objetos sagrados que continham a palavra de Deus. Eram profundamente decorados. Tinham capas de ouro cravejadas com pedras preciosas e semipreciosas.
               Até o desenvolvimento da tipografia, no século XV, esses manuscritos eram a única forma existente de livros.


  
ARTE GÓTICA


               As catedrais góticas representam o auge do desenvolvimento artístico da Idade Média. Elas foram erguidas principalmente no período entre 1200 e 1500.
               O que tornou possível a catedral gótica atingir alturas sem precedentes no mundo da arquitetura foi o uso da engenharia: abóbada com traves e suportes externos chamados arcobotantes, ou contrafortes. O seu uso correto, permitiu trocar as paredes grossas com janelas estreitas por paredes estreitas com janelas enormes com vitrais inundando de luz o interior.
               As catedrais góticas são bastante iluminadas. A claridade entra pelas janelas do andar mais alto, pelas janelas das paredes das naves laterais e pelos grandes vitrais que ficam atrás do altar principal.  A altura e a luz predominavam. As Igrejas apresentavam leveza e claridade, sendo extremamente decoradas com esculturas e com elevação altíssima.


VITRAIS DA ARTE GÓTICA





               Os vitrais são elementos importantes na arquitetura gótica: ao deixarem passar a luz do Sol, criavam um ambiente sereno e multicolorido. Era feitos de vidro e molduras metálicas.


COMO DIFERENCIAR AS IGREJAS ROMÂNICAS DAS GÓTICAS?
               As igrejas românicas têm arcos redondos e escultura estilizada.
               As catedrais góticas têm arcos pontudos e escultura mais natural.



OUTRAS DIFERENÇAS:
IGREJA ROMÂNICA
IGREJA GÓTICA
Ênfase
Horizontal
Vertical
Elevação
Altura modesta
Altíssima
Ambiente
Escuro, solene
Leve, claro
Exterior
Simples, severo
Ricamente decorado com esculturas



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